quinta-feira, 10 de julho de 2014

OS MANDAMENTOS NO CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA II



“Não pronunciarás o nome do Senhor teu Deus em vão” (Ex 20,7). Este é o segundo mandamento do Decálogo, tratado nos números 2142 à 2159 do Catecismo da Igreja Católica. Este preceito tem por objetivo regular “o uso que fazemos da palavra nas coisas santas”, isto é, o nome de Deus e tudo aquilo que está ligado a ele como a Virgem Maria, os Santos e a própria Igreja. Concretamente, este mandamento nos convida à: 1) respeitar a Deus, devido ao seu sublime mistério e a sacralidade do seu nome; 2) anunciar o nome do Senhor com coragem pois “o ato da pregação e o ato da catequese devem estar penetrados de adoração e de respeito pelo nome de Nosso Senhor Jesus Cristo” (n. 2145); 3) cumprir as promessas feitas em nome de Deus, uma vez que estas foram ditas considerando a veracidade e a autoridade divinas; 4) não invocar o nome do Senhor para lançar pragas sobre outros, pois a maldade e a vingança não pertencem a essência de Deus, que é amor, portanto, só quem vive no amor pronuncia dignamente o nome do Senhor, que em sua essência é Amor: “Deus é amor, e quem permanece no amor permanece em Deus e Deus nele. Nisto é perfeito em nós o amor: que tenhamos confiança no dia do julgamento, pois, como ele é, assim também nós o somos neste mundo. No amor não há temor. Antes, o perfeito amor lança fora o temor, porque o temor envolve castigo, e quem teme não é perfeito no amor. Mas amamos, porque Deus nos amou primeiro. Se alguém disser: Amo a Deus, mas odeia seu irmão, é mentiroso. Porque aquele que não ama seu irmão, a quem vê, é incapaz de amar a Deus, a quem não vê. Temos de Deus este mandamento: o que amar a Deus, ame também a seu irmão” ( 1 Jo 4, 16-21).
O mais grave pecado contra este mandamento é a blasfêmia que consiste no proferir contra Deus palavras de ódio, de ofensa, de desafio, assim como abusar do seu nome para encobrir ou perpetrar práticas criminosas ou qualquer ato que fira a dignidade humana como a escravidão, a tortura, o assassinato, a exploração de qualquer tipo e a humilhação. Tais práticas já são graves e moralmente inaceitáveis por si mesmas, mas são agravadas ainda mais quando vêm a ser praticadas “em nome de Deus”. Ao segundo mandamento está ligado o respeito para com a Igreja, os Santos e as coisas sagradas, tais como a Bíblia, os objetos litúrgicos e as sagradas imagens ou ícones. Outro tema ligado a este Mandamento é o juramento que, a princípio, parece ter sido proibido completamente por Cristo: “Não jureis em hipótese alguma” (Mt 5,34). O Catecismo afirma que “seguindo São Paulo (2 Cor 1,23; Gl 1,20), a Tradição da Igreja entendeu que as palavras de Jesus não se opõem ao juramento, quando feito por uma causa grave e justa (por exemplo, perante um tribunal) ”. O juramento em nome de Deus é absolutamente vetado quando se trata de uma mentira, do perjúrio ou falso testemunho.


 
Pe. José Lenilson de Morais 
Professor do Curso de Teologia da FHAS 
Vigário Paroquial de São José de Mipibu

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